sábado, 1 de agosto de 2015

Nossas Novidades Missionárias





A  Paz do Senhor Jesus!

1.Nesse mês de julho , saímos para a região ribeirinha daqui do norte da selva Paraense  para compartilhar o Evangelho com o maior numero possível de crianças, adolescentes e seus familiares. Foram mais de cem convertidos para a glória de Deus. Ficamos esgotados, mas muito felizes.
 2.Também aproveitamos para terminar a organização da creche escola peniel 4, na comunidade do Borralhos. Nós recebemos uma casa emprestada nessa comunidade e já fizemos o piso, o reboco, colocamos as portas e janelas e passamos um cal. Também colocamos o vaso e a pia no banheiro. Ainda faltam muitas coisas para podermos receber as crianças, mas vamos começar assim mesmo. Deus proverá. Fui ontem até lá levar a merenda do mês. Receberemos trinta crianças nessa unidade, elas serão alfabetizadas, alimentadas, evangelizadas e discipuladas. Tudo pela fé.  Nossa missionária Gisele está se esforçando para fazer o melhor para Deus apesar dos recursos escassos. Fiquei surpresa ao visita-la e encontrar em sua companhia uma mocinha de oito anos, muito carente e carregando as marcas físicas e emocionais de anos de descuido e sofrimentos. Gisele a adotou. Agora ela também é missionária do Projeto Campos Brancos. A pequena criança precisa de roupas, sapatos, material escolar, de higiene pessoal e de sua primeira boneca.
3. Na ilha de Derrubada, onde a missionária Nalvinha está trabalhando para o Senhor, estamos construindo uma sala de aula de barro para abrigar uma turma de crianças que está sendo atendida pelo projeto. Essa sala de aula, coberta com telhas Brasilit custará R$ 3.600, com mão de obra e material. Iniciaremos pela fé ! O Eterno proverá.  Jesus é o fundador e mantenedor dessa obra.
4. Graças a Deus ganhamos as flautas para iniciarmos o curso de música para os adolescentes da comunidade rural do km 38. É uma estratégia para atrair os adolescentes para Cristo!
5. Na Creche Escola Peniel 3, no Peru, a missionária Nete está enfrentando um período difícil devido ao frio dessa época do ano. Lá na margem do Purus não tem energia elétrica, nem cobertura de celular e nem conforto algum. Estar em um lugar como esse, só mesmo por amor a obra. Precisamos de tantos recursos para essa obra avançar. Mas avançaremos para a glória de Deus!
5. Reiniciaremos o curso de missões para adultos e adolescentes agora na primeira semana de Agosto. Estamos formando missionários que farão uma grande obra e conquistarão muitos povos para Cristo.
6. As alunas internas do curso de missões estão trabalhando para alcançar novas e distantes comunidades para Cristo. Estamos esperando duas novas alunas, elas ainda não tem mantenedores, mas estão disponíveis para conquistar para Cristo a recompensa pelos seus sofrimentos.
Nesse segundo semestre, pretendemos nos esforçar mais, lutar mais, sofrer mais...temos feito tão pouco diante do que ainda podemos fazer.
Obrigada por estar ao nosso lado. Você é o cumprimento de uma grande promessa que Deus nos fez, que levantaria corações nobres para nos ajudar. Não temos outro desejo, só realizar a obra de nosso Mestre, ganhando para Ele os mais pobres e menos alcançados do mundo. É com sua ajuda que tudo isso é possível.
Continuamos orando por sua vida, sua família e seu ministério,
Nos laços do Calvário,
Kelem Gaspar
(91) 996321640.
MUITO OBRIGADA!

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Os Cristãos constituem, segundo pesquisas, 33 % da população mundial, recebem 53% de todo o rendimento do mundo e gastam 98% com suas próprias necessidades. É por isso que, nos últimos 40 anos , um bilhão de almas morreu sem jamais ouvir o Evangelho. Ainda há 6.528 povos para alcançar, 80 mil pessoas partem para a eternidade diariamente sem conhecer a Cristo.  Precisamos conquistar tesouros no céu. Ame o que Ele ama. Invista em almas, colabore; que nossos bens não deem testemunhos contra nós no dia do juízo...
missionária kelem gaspar

domingo, 26 de julho de 2015

Ama missõe? Leia isso!

Ama missões? Leia isso!
A responsabilidade do Pastor

A igreja só será despertada para a obra missionária, através do seu próprio pastor, pois é para ele que todos os olhos estão voltados e é dele que se esperam todas as decisões relacionadas à obra missionária.
Tenho conhecido pastores altamente comprometidos com a causa missionária, capazes dos maiores sacrifícios pessoais para que a obra avance. Um deles abriu mão do seu aumento de salário e repassou o reajuste ao qual teria direito para os missionários mantidos por sua igreja. Outro adota missionários até de outras denominações simplesmente pelo prazer de ver a obra crescendo. Os exemplos que eu conheço pessoalmente não são muitos, mas são poderosos. Pastores que estão realmente preocupados com a maneira que se apresentarão diante de Deus.
O pastor que simplesmente nomeia um secretário de missões e não se envolve, não participa, não oferta pessoalmente, não colabora, não pode desejar ser levado a sério. A igreja sempre seguirá seu líder. Para o bem e para o mal.
O pastor tem a obrigação e o privilégio de fazer Cristo conhecido em todo o mundo através dos esforços de sua congregação, independente de serem bem sucedidos, ricos ou influentes, cada um tem um quinhão de responsabilidade diante do mundo que geme em agonia e, somente se cada um fizer a sua parte concluiremos a grande tarefa entregue a nós na grande comissão. Ouso afirmar que o pastor da mais pequenina igreja das densas selvas amazônicas pode influenciar o mundo colocando-se à disposição de Deus para esse fim.
Em uma convenção, ouvi um pastor afirmar que a liderança precisa examinar sua visão para ver em qual categoria ela se enquadra, segundo ele o pastor pode ter:
Uma visão de púlpito: só enxerga até onde seus olhos podem alcançar, seu olhar alcança o último banco de sua congregação. Se a frequência está boa, se estão todos lá, para ele está tudo bem, não há necessidade de ir além. Esse obreiro sente que tem o que precisa.
Uma visão de torre: O Obreiro enxerga apenas, o bairro onde sua igreja está inserida, investe e apoia trabalhos evangelísticos, cultos públicos e cruzadas, desde que os recém convertidos passem a congregar em sua igreja e sejam incorporados ao seu rol de membros.
Uma visão de helicóptero: seu olhar alcança até as divisas de seu estado, investe em trabalhos que ele conhece e pode visitar pessoalmente quando quiser, é até solidário com campos menores e com pastores menos favorecidos, mas, não vai além a seu compromisso.
Uma visão de satélite: essa é a visão de Cristo, uma visão que desconhece fronteiras, divisas, cortinas e obstáculos. O pastor, o qual tem a visão de satélite sabe que a ordem de Deus é universal e investe em sua igreja, em seu bairro, em seu estado, em seu país e além, em lugares que talvez jamais conheça pessoalmente, mas também fazem parte do projeto de Deus.
É por essa visão que devemos clamar, por uma visão não comercial, uma visão que não pergunta quanto irei ganhar com isso, não visa crescimento pessoal ou financeiro, mas objetiva o crescimento do reino de Deus, luta para que almas sejam resgatadas do inferno e não para simplesmente aumentar o número de dizimistas locais.
Certa vez conheci um pastor que havia sido severamente chamado à atenção porque foi fazer compras em um município vizinho e lá foi informado acerca de uma mulher terrivelmente endemoniada há três dias e de que todos os esforços para liberta-la haviam sido infrutíferos, então, tomado de amor e compaixão, dirigiu-se a humilde residência e expulsou o demônio, pregou o Evangelho e orou pela família, que então se decidiu por Cristo. Qual foi sua surpresa, ao retornar ao seu município e receber a visita do pastor vizinho enfurecido, gritando e exigindo que nunca mais suas “fronteiras” fossem desrespeitadas... Não preciso nem comentar que uma visão como essa não privilegia o reino e é uma afronta o Cristo que morreu pelo mundo inteiro. Parafraseando John Wesley: Pastor, acorda, teu campo é o mundo!
Até que haja esse despertamento, pouco adiantará os esforços dos secretários e líderes de missões. O fogo precisa ser aceso no centro do altar e de lá se espalhar no púlpito, na congregação, no bairro, no estado, no país e no mundo. A igreja local tem as pessoas e o dinheiro necessário para evangelizar o mundo, mas tanto um como outro, só aparecerão à medida que o pastor demonstrar interesse e amor pela obra missionária.
O banco segue o púlpito. O banco imita o púlpito. O coração da igreja será alcançado à medida que o coração do seu líder deixar-se alcançar. A responsabilidade do pastor é enorme, porque ele pode ser tanto o facilitador como também, o maior impedimento à obra missionária mundial. Se existem hoje igrejas no Brasil que não oram, não investem e não se interessam por missões é porque seus próprios líderes ainda não estão cumprindo o ide de Cristo.
Todos, sem exceção, precisam entender o quanto a obra missionária deve ser um assunto presente no dia a dia da igreja, não podendo ser reduzida a um departamento, não é “trabalho” de meia dúzia de pessoas, e nem é opcional.
Missões é uma guerra e não é possível ficar neutro. Quem não ama, não ora, não incentiva e não contribui, já escolheu um lado. O pior lado.
Uma das deficiências que tenho notado é a falta de informações e dados confiáveis sobre missões, geralmente, quando estou ministrando seminários sobre esse assunto, as pessoas se surpreendem com as informações apresentadas e muitos tem me procurado nos intervalos para comentar que não tinham ideia do que estava acontecendo no Brasil e no mundo no aspecto missionário e todos nós sabemos que sem informação não há oração, sem oração não há despertamento, sem despertamento, não há candidatos e nem recursos financeiros e sem esses dois últimos, não há missão. Uma igreja informada é uma igreja transformada. A ignorância nesses assuntos tem sido responsável por boa parte dos nossos fracassos.
Não, não estou exagerando, embora muitos leitores possam achar que sim, devido ao fato de missões está ocupando uma posição secundária e até mesmo sendo totalmente ignorada em algumas igrejas, isso não apaga essas verdades. Nossa liderança não será julgada pela quantidade de templos que construiu, pelo crescimento patrimonial, pela grandeza e alcance de suas realizações, mas serão julgados pelos esforços que fizeram ou deixaram de fazer para que outros fossem libertos das trevas e conduzidos à luz.
Oremos para que nossos líderes vejam o mundo em agonia de um lado, e o amoroso Cristo do lado oposto e vejam a si mesmos como pontes entre ambos. Oremos para que tenham uma clara visão das necessidades do mundo, um forte sentimento de amor e compaixão pelas almas perdidas e um profundo senso de dever que resulte em um esforço real e contínuo em favor dos não alcançados. Para saber que não é suficiente entender e apoiar o trabalho missionário, mas compreender que são a chave para o sucesso ou o fracasso dos projetos missionários adequados às necessidades dessa geração.
Mas, e na prática, o que podemos fazer para compartilhar essa visão com a igreja?
Além de simpósios, conferências, cultos temáticos e seminários, (sempre ministrados por pessoas realmente comprometidas com a causa e jamais por conferencistas internacionais cujo único interesse é dinheiro e fama) proponho que tenhamos um momento de intercessão missionária em todas as nossas reuniões e não em um único culto mensal, que ensinemos sobre missões em nossas classes da escola dominical para despertar as crianças e os adolescentes para a importância do trabalho missionário, que organizemos caravanas para visitar missionários enviados ou adotados pela igreja local, que tenhamos um painel com os endereços dos missionários para que os crentes sejam estimulados a escrever cartas e apoiá-los em seus dilemas e dificuldades, que as cartas ou e-mails dos missionários sejam impressos nos informativos da igreja para que todos tenham acesso às informações e pedidos de oração; que cada departamento tenha seu momento de intercessão por missões e seja desafiado a fazer alguma coisa em favor das famílias missionárias adotadas ou enviadas pela igreja, atitudes simples podem ser de grande importância para quem está longe, como o envio de correspondência, de um jornal local, de livros adequados, de brinquedos para os filhos dos missionários, de remédios etc.
Essas ações servem tanto para confortar o missionário que está longe, como para envolver a igreja em uma atmosfera missionária, a qual certamente criará um clima muito propício para o surgimento de novos candidatos. Evidentemente, para tudo isso ser possível, é necessário que a igreja tenha um departamento de missões funcionando, tenha o apoio total do pastor e que vá além do rotineiro, para que a obra missionária passe a fazer parte do cotidiano de cada crente.
Não esquecendo que, ao tratar de missões, devemos sempre começar com oração, pois só através do Espírito Santo teremos discernimento para evitar erros que poderão trazer enormes prejuízos ao reino.
Alguns cuidados devem ser observados pela igreja que deseja iniciar um movimento missionário:
Em primeiro lugar, não tenha pressa. Não se preocupe com as pressões externas, a primeira coisa a fazer é iniciar um movimento de oração em sua igreja e em seguida começar a informar sobre a atual situação do mundo sem Cristo, através de filmes, palestras, peças teatrais, cultos temáticos, conferências, tudo o que for possível, para fazer com que a igreja desperte para essa realidade. Quando a igreja tiver mais madura em conhecimento e bem envolvida com a intercessão missionária, estará pronta para adotar um missionário que já esteja em campo, cooperando com sua manutenção e levando os relatórios ao conhecimento da igreja. Naturalmente, durante esse processo, Deus levantará pessoas com real ardor e chamada missionária, que se destacarão na igreja local.
Quando surgir, na igreja, o primeiro candidato para missões em tempo integral, é imprescindível observar se candidato não é novo convertido e se ele tem uma boa base teológica e se ele já possui experiência com algum projeto local para conquistar almas, antes de ser enviado ao campo pela primeira vez. Quando enviamos alguém sem preparo ao campo, causamos muitos prejuízos ao próprio candidato e a obra missionária.
Eu mesma sofri muito e desnecessariamente em muitos aspectos por não ter sido treinada na igreja local. Obreiro sem treinamento muitas vezes, atrasa a obra, volta antes do tempo, não se envolve verdadeiramente e às vezes, coloca tudo a perder. É muito melhor investir no candidato antes de sua saída, do que contabilizar os prejuízos, depois de sua volta.
Trabalho com treinamento de jovens chamados para trabalhar com índios, ribeirinhos e quilombolas, bem como com os mais pobres e menos alcançados da terra, aqui no centro de treinamento transcultural Pakau Oro Mon, onde a candidata passa um ano interna, aprende as disciplinas indispensáveis para quem vai realizar um trabalho dessa natureza. Embora o treinamento adequado não seja sinônimo de sucesso, é indispensável.
Outro ponto importante para ter em mente é que, quando se trata de missões, não devemos ter medo de abrir mão do melhor. Digo isso porque alguns pastores veem a obra missionária como uma maneira de se livrar dos maus obreiros. Lamentável.
Certa vez um pastor me ligou acerca de um casal, o qual queria mandar para o treinamento aqui, depois de termos acertado todos os detalhes, ele deixou escapar a seguinte frase: nem acredito que finalmente vou me livrar desse presbítero, ele é um calo no meu sapato, não aguento mais. Obviamente, acabei com o projeto na hora.
Os candidatos para a obra missionária devem ser bem preparados intelectualmente, espiritualmente, psicologicamente e transculturalmente, além de serem excelentes obreiros na igreja local, partindo do princípio de que se não derem frutos nela, não darão em nenhum outro local do mundo.Jamais mande pra longe quem não é uma benção perto.
kelem Gaspar

terça-feira, 14 de julho de 2015

Cem almas!

Mais de cem crianças e adolescentes entregaram suas vidas a Cristo através do trabalho missionário realizado esse mês em  ilhas, ramais e comunidades distantes. Nosso alvo são os mais pobres entre os mais pobres. Não procuramos retorno financeiro ou  glória alguma. Somos servos. E nosso trabalho é reconquistar para o Cordeiro a recompensa pelos seus sofrimentos...e mesmo tendo feito todo o possível, ainda somos inúteis. A Ele glória!!!


Quem é a igreja?

SABE, não tenho outro interesse senão tornar Cristo conhecido. Desejo ardentemente que minha vida de alguma forma, coopere com a expansão do Reino de Deus, embora esteja plenamente ciente de minhas falhas, incompetências e limitações. Comumente, olho para as minhas mãos e as vejo tão vazias...queria poder ir além, trabalhar mais ainda, amar de maneira mais plena, compartilhar com mais generosidade. Quero me gastar até a morte. Enquanto escrevo, as lágrimas insistem em descer pelo meu rosto, esse sentimento queima meu coração, devora a minha alma, uma voz me chama das profundezas do mistério e me manda ir além, me ordena a fazer mais...mas eu sou tão limitada e os recursos tão escassos...então me lanço aos pés de Cristo e choro minha angustia, Ele então me consola com a lembrança de que tudo o que é necessário, Ele mesmo já entregou a sua igreja. Quem é a igreja? Eu e você.
Todo sacrifício vale a pena pelo Cordeiro!


kelem gaspar

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Relatório Missionário!



POR FAVOR LEIA NOSSO RELATÓRIO MISSIONÁRIO:
Pela graça de Deus vencemos mais um semestre, não foi fácil, mas temos avançado. Recebemos mais uma jovem para morar na vila missionária, ela é formada em letras e veio morar em uma de nossas casinhas de barro para que, de alguma maneira, pudesse ser útil ao evangelho. Essas moças tem cuidado dos interesses de Deus e, mesmo que ás vezes falte alguma coisa, elas sabem que possuem um tesouro de valor incalculável: a honra de sofrer pelo evangelho e a certeza da eternidade com Cristo. Elas evangelizam nos ramais e  nas ilhas, dão aula na creche missionária, discipulam os novos convertidos e fazem todo o trabalho necessário para tornar Jesus conhecido entre os mais pobres. Mesmo que isso implique em sofrimentos.
A jovem Gisele, que morou dois anos no projeto, foi enviada por nós para a comunidade de Borralhos com a missão de iniciar a Creche missionaria Peniel 4. Ela tem evangelizado na comunidade e já iniciou o trabalho com as crianças. São os mais pobres entre os mais pobres. Gisele tem me confidenciado suas lutas e posso garantir que são tremendas. A igreja que a ajudava, retirou seu sustento. Agora ela só recebe uma única ajuda e está precisando de recursos para poder continuar. Dos recursos que temos conseguido, temos investido o possível  nessa comunidade para que em breve possamos ver os primeiros frutos.
Os missionários David e Nete, enviados por nós para os ribeirinhos e kulinas nas margens do Rio Purus, tem enfrentado baixíssimas temperaturas e muitas provações. Lá não tem luz elétrica e nem água potável. Só se come carne de caça e o povo vive abaixo da linha da pobreza. Nesses últimos dois meses eles ganharam nove almas e as batizaram. Essas almas valem mais que o mundo inteiro.
Duas alunas do curso de missões, Julia e Vanessa, estão, sob nossa orientação e cuidado, alcançando três comunidades dentro da ilha de Derrubada. As comunidades são distantes umas das outras e uma moto nos seria muito útil nessa ilha, pedimos oração nesse sentido.
Na quarta iniciamos um trabalho com crianças e adolescentes agora no período de férias. Queremos reuni-las diariamente para falar sobre salvação e sobre o Espirito Santo. Será um trabalho exclusivo para apresentar a Cristo como salvador e o Espirito Santo como Ajudador. Vamos oferecer o alimento e todo o atendimento e cuidados necessários. Cremos que teremos uma boa colheita de almas depois desse trabalho. Estamos  muito animadas.
Em agosto, pretendemos reunir alguns adolescentes ociosos para iniciar um projeto de musica. Falei com um professor e ele pode vir dar aula de modo voluntario, só pediu o combustível, no valor de duzentos reais por mês. Vamos comprar quinze flautas. Será uma benção, haverá sempre um pequeno culto antes das aulas e o repertório será todo para louvor ao Senhor. Os adolescentes estão animados e   muitos serão resgatados das garras do diabo através desse projeto.
SABE, não tenho outro interesse senão tornar Cristo conhecido. Desejo ardentemente que minha vida de alguma forma, coopere com a expansão do Reino de Deus, embora esteja plenamente ciente de minhas falhas, incompetências e   limitações. Comumente, olho para as minhas mãos e as vejo tão vazias...queria poder ir além, trabalhar mais ainda, amar de maneira mais plena, compartilhar com mais generosidade. Quero me gastar até a morte. Enquanto escrevo, as lágrimas insistem em descer pelo meu rosto, esse sentimento queima meu coração, devora a minha alma, uma voz me chama das profundezas do mistério e me manda ir além, me ordena a fazer mais...mas eu sou tão limitada e os recursos tão escassos...então me lanço aos pés de Cristo e choro minha angustia, Ele então me consola com a lembrança de que tudo o que é necessário, Ele mesmo já entregou a sua igreja. Quem é a igreja? Eu e você.
Todo sacrifício vale a pena pelo Cordeiro!
Se quiser e puder ajudar:
Banco do Brasil, Ag 1436-2, cc 6993-0.
Bradesco, Ag 0697-1, cc 0523.164-7.
CEF, Ag 4684, Op 013, cp 7622-0.
Titularidade: kelem Gaspar
Projeto Campos Brancos, PA 127, km 39, ramal caiacá, 00. Maracanã-PA. 68.710-000.
Blog: missionariakelem.blogspot.com
e-mail: missgaspar@ig.com.br / fone: (91) 996321640

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Entrevista da missionária kelem gaspar para a revista Fazendo Progresso:


Oi Kelem, a paz do Senhor, recentemente você lançou um livro Pakau: o preço, a chamada e a recompensa. Conte para nós como foi para você a experiência de lançar o seu segundo livro e ainda por cima pela conceituada CPAD?
 Escrever esse livro foi , antes de  tudo, uma experiência de fé. Quando senti o desejo de escrever toda a minha trajetória missionária, ainda morava em uma casa de palha em meio a selva paraense. Não tinha nenhuma ideia de como teria recursos para todas as despesas de envolvidas na publicação, mesmo assim, comecei a escrever. Eu sabia que, de alguma maneira, na hora exata, os recursos estariam disponíveis. Eu só precisava obedecer. A fé verdadeira não coloca diante de si uma segunda alternativa para o caso de Deus não operar.  Livro pronto, organizei em capítulos, pedi a uma amiga para corrigir, escrevi os agradecimentos, chamei um amigo para fazer a apresentação e, depois de todos os ajustes, o livro ficou pronto. Só que em um pen drive. Aí foi só esperar. Conheci, em uma conferencia missionária, o dono de uma editora no Ceará e por ela lancei a primeira edição sem precisar pagar nada adiantado. Uma tremenda bênção! Algum tempo depois recebi o honroso convite da CPAD. É isso aí, querido leitor, quando nós começamos, Deus começa também.
 Como é a vida em um campo missionário?
A vida de um verdadeiro missionário no campo  deve ser cheia de amor pelas almas, compromisso com a chamada e fé n'Aquele que o chamou. Quando amamos realmente as almas, nenhum sacrifício é grande demais, certa vez, remei durante dois meses, até a cabeceira de um rio, para pregar o evangelho a uma família que vivia isolada. Perdi vinte quilos. Mas valeu a pena.  Quando temos compromisso com a nossa chamada, somos íntegros e firmes, não cedemos as tentações da carne e não desistimos porque sabemos que breve prestaremos conta.  E quanto a fé, ela é indispensável. O missionário precisa ter a sua fé firmada em Cristo e não em homem ou instituição alguma. 
 Na sua opinião quais são os maiores desafios encontrados na obra missionária?
Pastores que não valorizam a obra pela qual Cristo morreu, irmãos  que veem o missionário como cidadão de segunda classe e igrejas "adormecidas na luz" que não oram por missões, não contribuem com a obra missionária e nem se preocupam em evangelizar.
Estes são representantes de um evangelho sem cruz, sem dor, sem compromisso. Um evangelho muito diferente do Evangelho de Cristo.
 Você considera importante para um missionário aprender a língua nativa do povo que ele pretende evangelizar?
O povo nunca considera como seu, um evangelho que não seja pregado em sua própria língua. Claro que esse aprendizado envolve, muitas vezes, anos e anos de estudo da língua para não se ter o risco de ensinar conceitos eternos de forma errada. Não se pode ter pressa por resultados, o missionário  precisa de tempo não só para aprender a língua como para conhecer profundamente a cultura e investir em sólidos relacionamentos. Tudo isso servirá de base para a pregação satisfatória do Evangelho.
 Você trabalhou nas fronteiras do Brasil e em vários lugares com vários indios, nesses casos acaba se criando um relacionamento pessoal com eles. Há algum campo que você sentiu pesar no coração em deixar?
Um pedaço de mim ficou em cada uma das comunidades nas quais trabalhei. O envolvimento é profundo. O meu tempo era deles, comíamos juntos, trabalhávamos juntos, cultuávamos juntos. Tínhamos uma comunhão verdadeira.  Não os via como inferiores a mim em nenhum aspecto. Então, na hora de partir, doía demais. Mas eu partia porque meu coração já estava em chamas pelo próximo povo a conquistar para Cristo.
 Hoje há muitos irmão e irmãs na Igreja com um desejo no coração de se tornarem missionários. Quais conselhos você pode dar para quem deseja cumprir o IDE do Senhor?
1- Ler a Bíblia toda e meditar diariamente nela.
2- Decorar pelo menos 20 versículos evangelísticos.
3-Orar sinceramente pelos povos não-alcançados.
4-Testemunhar de Jesus constantemente.
5-Corresponder-se com missionários.
6-Estabelecer com firmeza sua hora devocional.
7-Começar a discipular alguém.
8-Ler bons livros missionários.
9-Começar ou completar os estudos formais.
10-Começar um trabalho missionário onde está, não existe nada de mágico na travessia de um oceano que pode torná-lo um missionário.
 Em que ponto você acha que uma pessoa esta pronta para o trabalho missionário?
Quando nada mais lhe basta ou lhe contenta a não ser a concretização de sua chamada. Para o verdadeiro vocacionado, todas as portas podem estar abertas, mas ele só vê uma. E essa única porta que ele vê lhe trará sofrimentos impensáveis e nenhuma garantia de sucesso ou recompensa nessa terra, mas mesmo assim, para ele, é a melhor escolha do mundo.
kelem gaspar.


Ajude a obra missonária na Ilha!